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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Voto facultativo e censitário

Hoje pela manhã eu fiquei triste com o meu país. Como em todos os dias eu cheguei ao escritório, resolvi os assuntos mais urgentes e fui ler as notícias na Internet. Estava lá, nas últimas notícias: “Presidente do STF manda soltar Marcos Valério e seu sócio”. Eles, assim como tantos outros, receberam os benefícios da “impunidade brasileira” e da nossa tão aclamada corrupção. Não bastante, após inúmeros escândalos a popularidade do nosso presidente “altamente escolarizado” acabou de bater mais um recorde e, claro, não foi o único a bater recordes; a nossa “amada” novela acompanhou o presidente no interesse do povo.

Neste cenário, voltei a refletir sobre a forma como escolhemos nossos líderes. Sem
hipocrisias e utopias, não vou falar sobre minha “paixão de adolescente” (apesar de ter achado linda a sua aplicação). Vou falar apenas de Democracia.

No Wikipédia existe um parágrafo que resume bem minha opinião sobre a democracia brasileira:

“No Brasil, o voto é obrigatório para cidadãos entre 18 e 70 anos, e opcional para cidadãos de 16, 17 ou acima de 70 anos. Críticos dessa lei argumentam que ela facilita a criação de currais eleitorais, onde eleitores de baixo nível educacional e social são facilmente corrompidos por políticos de maior poder financeiro, que usam técnicas de marketing (quando não dinheiro vivo ou favores directos) para cooptá-los. Ainda de acordo com os críticos, o voto obrigatório é uma distorção: o voto é um direito, e a população não pode ser coagida a exercê-lo.”

Após apresentar o cenário e a opinião, resta mostrar-lhes o modelo que acredito funcionar; afinal, não adianta apontar o dedo e criticar se não for para mostrar uma solução. Serão quatro passos:

1º Passo

O voto deve ser facultativo. Uma pessoa obrigada a votar, vota em qualquer candidato, anula seu voto, vota no candidato que o vizinho disse que é bom, ou pior, vota no candidato que lhe deu uma cesta básica antes da eleição. O voto faz parte do direito do cidadão e abster-se de um direito também é um direito.

2º Passo

O voto deve ser
distrital. O cidadão deve poder acompanhar e cobrar seu candidato, deve conhecê-lo e não se deixar levar pela campanha publicitária.

3º Passo

Faz-se necessário um investimento concreto em educação para tornar acessível a toda população brasileira a formação média gratuita. Deve haver escolas capazes de prover ensino de qualidade para todos e estas escolas devem estar localizadas próximas às residências dos alunos. Deve também, ser extinta a necessidade familiar do trabalho infantil. Toda criança deve ter acesso à escola.

4º Passo

O voto deve ser censitário. Somente pessoas naturais do Brasil, capazes, livres criminalmente (não carcerários) e com ensino médio completo podem exercer o direito de votar. Uma vez dada condição de todas as pessoas alcançarem os requisitos do censo, o voto deve ser censitário. O voto deve ser consciente e livre. Sendo assim, não é para qualquer um. Seu direito deve ser conquistado.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Conflito na faixa de Gaza

Por que do susto com o conflito na faixa de Gaza? Desde que o lugar existe, existem nele os conflitos políticos e religiosos. A lei internacional proíbe ataques contra alvos civis, mas como separar civis de militares em uma região pátria de grandes movimentos terroristas, onde qualquer homem pode ser um homem-bomba? Será que este conflito, se transformado em guerra (envolvendo mais países), não é a “chave” para sairmos da crise financeira?

Minha opinião é que se é pra fazer guerra, então que a guerra seja feita direito. Vou explicar: Um soldado do exercito “x” mata um soldado do exercito “y”, só que o soldado do exercito “y” tem um irmão da polícia civil, que estava perto e logo em seguida mata o soldado do exercito “x”, então este tinha um filho de 10 anos que fica sabendo da morte do pai, que mesmo sem participar diretamente da guerra, cresce com ódio mortal da nação do exercito “y”. Segundo Sun Tzu (ou Maquiavel, não me lembro ao certo), ao invadir uma aldeia, mate também as mulheres e crianças, pois estas, se sobreviverem, criarão uma próxima geração de inimigos. Eu concordo.

Quando falo de aquecimento econômico através da guerra, falo em países preocupados em desenvolver tecnologia, produzir alimentos, produzir veículos e, claro, produzir equipamento bélico. Falo em um país financiando o outro, falo em geração de emprego, falo em desenvolvimento e crescimento.
Agora, se é pra ficar com esse joguinho de comadre, de foguetinho pr’um lado, foguetinho pro outro, só mata gente, cria novos inimigos e fode um pouco mais com a economia.Se é pra fazer guerra, façam direito.
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